segunda-feira, 11 de julho de 2011

Estatuto da Criança e do Adolescente: um marco na luta pelos direitos


Por Yurij Castelfranchi


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Na sede do Projeto Meninos e Meninas de Rua de São Bernardo do Campo (SP) há um pequeno quadro pendurado numa parede. Uma moldura simples. Dentro, um pedaço de papel rasgado, com manchas marrons. O pedaço de papel é uma cartilha sobre o Estatuto da Criança e do Adolescente. As manchas marrons são sangue. “O Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) havia nascido há pouco tempo”, explica Marco Antônio da Silva, (“Marquinhos”, para todos os meninos e as meninas do projeto), coordenador geral em São Bernardo do Campo e Guarulhos e conselheiro do Movimento Nacional Meninos e Meninas de Rua. “Havia um menino, que tinha participado com a gente de todo o processo para incentivar a implementação estadual do ECA. Organizamos algumas oficinas para explicar o que estava na lei, sua importância, para meninos e meninas conhecerem seus direitos e se defenderem na rua, na escola, da polícia. Saindo de um desses encontros, o menino foi para rua. Abordado por policiais militares, foi revistado. Ele mostrou para os agentes o Estatuto. Bateram a cabeça dele no chão e na parede”. “Seu direito é este”, gritou um policial, esfregando a cartilha no rosto ensangüentado do menino. Um ano e meio depois, ele apareceu morto, boiando numa represa. Os assassinos nunca foram presos. 

Aquele papel manchado de sangue é a metáfora trágica da dificuldade, no Brasil, de incorporar socialmente o respeito pelos direitos das crianças e dos adolescentes. Por que é tão difícil aplicar o princípio, aparentemente óbvio, de que a criança é um cidadão sujeito de direito e que merece proteção integral?

De “menor em situação irregular” a sujeito de direito: a revolução do ECA
“O Estatuto da Criança e do Adolescente foi aprovado no Brasil em 1990, no contexto de uma nova proposta mundial que visava enquadrar crianças e adolescentes como sujeitos de direito”, explica Débora Ramirez, advogada e professora de direito da Universidade Metodista de Piracicaba. “Para o ECA, a criança é cidadão. Até então, no Brasil, era ‘incapaz’”, completa. 

Antes, o que havia no Brasil era o Código de Menores, criado em 1927, para lidar com as chamadas “crianças em situação irregular”, conceito que tem uma história antiga no país. Muitas crianças já nasciam “irregulares”: os que não eram de boa família, que eram abandonados, que viviam na rua, os filhos ilegítimos, eram “postos para fora”, abandonados, deixados nas chamadas “rodas dos expostos”. A sociedade lidou historicamente com esses “irregulares” de forma filantrópica (numa primeira fase, marcada principalmente pela ação da Igreja Católica e pela ausência do Estado) e, depois, assistencialista ou repressiva. “A legislação de menores, de 1979, feita em plena ditadura militar”, explica Ramirez, “encarava a questão do menor essencialmente como problema de segurança nacional: meninos encontrados na rua, com roupa rasgada ou sujos já eram considerados ‘irregulares’ e levados para instituições de segregação, na ausência total do conceito de direitos fundamentais ou de proteção integral da infância”.

Em 20 de novembro de 1989, a Assembléia Geral das Nações Unidas, aprofundando a Declaração Universal dos Direitos da Criança de 1959, adotou a Convenção sobre os Direitos da Criança (uma carta magna para as crianças de todo o mundo). No ano seguinte, o documento foi oficializado como lei internacional. Hoje, a Convenção é ratificada por praticamente todos os países do mundo, excetuados Somália e Estados Unidos. É o instrumento de direitos humanos mais aceito na história universal e foi enriquecido por uma séria de diretrizes e afirmação de “regras mínimas” mundiais. 

A Convenção da ONU diz coisas simples: que a criança deve ser protegida contra a discriminação e todas as formas de desprezo e exploração; que os governos devem garantir a prevenção de ofensas às crianças e a provisão de assistência para suas necessidades básicas; que a criança não poderá ser separada de seu ambiente familiar, exceto quando estiver sofrendo maus tratos ou quando a família não zele pelo seu bem-estar. Diz que toda criança tem direito à educação, à saúde, que será protegida contra qualquer trabalho que seja nocivo à sua saúde, estabelecendo para isso idades mínimas para a admissão em empregos, como também horários e condições de trabalho. O ECA implementou esssas diretrizes no Brasil. Não foi um processo fácil. 

“No Brasil, a questão do Estatuto”, comenta Marco da Silva “discutida no final dos anos 1980, se dava dentro do âmbito mais geral do processo de democratização do país, da discussão da alteração do panorama legal e da criação da nova constituição”. O ECA nasceu fundamentado na Constituição Cidadã de 1988 que, em seus artigos 227 e 228, implementando a revogação do Código de Menores, afirma a criança como sujeito de direito e ininputável antes dos 18 anos de idade. “O Movimento Nacional Meninos e Meninas de Rua (MNMMR), junto com a Unicef, tentou mudar o panorama legal para criar, por meio da participação de vários setores da sociedade civil e de entidades internacionais, instrumentos para regulamentar esses dois artigos da Constituição Federal. Foi um processo de mobilização nacional extraordinário. Em 1985, surgiu o MNMMR, que em 1986 já organizava o primeiro encontro nacional de meninos de rua, colocando os jovens para debater a violência, família, saúde. Os documentos que saíram desses debates se transformaram em uma das peças-chave que ajudaram na criação do ECA”.

Em 1989, depois da aprovação da constituição, cerca de 80 meninos e meninas, vindas do país inteiro, ocuparam o Congresso Nacional. Sentaram nas cadeiras do Congresso. Votaram e aprovaram simbolicamente a criação do Estatuto, cobrando assim do governo uma lei que mudasse a situação da criança brasileira. “A participação popular neste processo foi impressionante”, lembra Ramirez. “Havia encontros nacionais onde o projeto do Estatuto era explicado e discutido com pessoas do país inteiro, que traziam de volta a discussão em suas cidades, por meio de encontros em praças, com cartazes, desenhos feitos pelas próprias crianças e adolescentes”. “Tudo isso”, acrescenta Marco da Silva, “aconteceu durante o governo Collor. A escritura da lei foi gerida, negociada, produzida pela atuação dos movimento populares. É uma lei criada pela sociedade civil organizada, não pelo governo, que só assinou, forçado pela grande pressão internacional contra o extermínio de crianças e pela necessidade de mostrar que o Brasil tinha interesse em respeitar as convenções internacionais”. 

O que traz o Estatuto? “Uma verdadeira mudança de paradigma”, explica Silva. “O ECA”, concorda Débora Ramires, “abre a fase da garantia de direitos para as crianças, que devem ser incluídas e não discriminadas, tratadas como cidadãos e não como ‘menores’. Sobretudo, institui mecanismos de cobrança: não é só uma mudança na lei, mas um projeto para mudar a sociedade. Por isso, a história dos 15 anos do ECA é também uma história de 15 anos de resistência de setores da sociedade à sua implementação”.

Um dos elementos fundamentais do Estatuto é a participação popular direta na fiscalização e cobrança política: a lei diz explicitamente que quem tem que atuar politicamente sobre a infância não é só o Estado, mas este em conjunto com a sociedade organizada. “Os Conselhos de direito são o instrumento para isso”, explica Marquinhos. “Hoje, em geral, temos no Brasil quase 30 mil conselhos de direitos em todas as áreas em muitas das cidades brasileiras e 4 mil conselhos de crianças e adolescentes. É um verdadeiro exército, que tem como impacto a democracia participativa: a sociedade civil controlando as políticas públicas. É um avanço revolucionário numa sociedade como a nossa, historicamente acostumada com centralização e autoritarismo”. 

Existem também os Conselhos Tutelares. “No antigo Código de menores, quem decidia, investigava, julgava, era o juiz, que tinha quase um poder absoluto”, explica Marco da Silva. “Não tinha controle nem participação da sociedade. Hoje, o juiz e a promotoria da infância são obrigados a compartilhar esse poder com os Conselhos Tutelares, feitos por pessoas escolhidas pela sociedade, que participam e zelam pelo direito da criança. Inúmeros casos de abuso são denunciados por conselheiros tutelares corajosos e engajados”. 

Em quinze anos de estatuto a situação das crianças brasileiras mudou. Nos anos 1980, quase 70 crianças morriam a cada mil nascidas vivas. Hoje, são 27. O drama da exploração do trabalho infantil também está começando a mudar. Há 15 anos atrás, de acordo com a Organização Internacional do Trabalho, trabalhavam no Brasil entre 5,8 e 6 milhões de crianças. Hoje, são menos de 3 milhões: uma redução de quase o 50%. “O Estatuto teve um papel importante nisso”, afirma Silva, “ao apontar e pensar em políticas públicas mais amplas para defesa da criança”. 

Mas mudar o panorama legal não foi suficiente. “A sociedade tem dificuldade em aceitar a mudança, especialmente em relação ao ato infracional”, comenta Ramirez. “Disseram que o ECA contribuiria para impunidade ou para aumento da criminalidade dos menores, o que é absolutamente falso”. “No Brasil, existem leis que pegam e outras que não pegam”, diz Silva. “O Procon, que defende especialmente interesses da classe média, e que é da mesma época do ECA, funciona bem e tem alta visibilidade. Mas as leis que atingem os direitos das camadas populares, tendem a não pegar”, completa. 

Mas o ECA contribuiu para transformações importantes. “Hoje, o Estatuto e o direito das crianças e dos adolescentes é tema de disciplinas obrigatórias em muitas faculdades de direito”, comenta Ramirez. “Hoje temos muitos atores contribuindo”, acrescenta Silva. “Por exemplo, a atuação da Fundação Abrinq (Associação Brasileira dos Produtores de Brinquedos) foi valiosa, porque mostra, com grande visibilidade, que o setor empresarial pode ser também um interlocutor importante na garantia dos direitos das crianças. No setor de mídia, a Agência de Notícias de Direitos da Infância (Andi), que tem atuação latino-americana, monitora o que a imprensa diz sobre a questão da criança e pauta grandes acontecimentos na área da defesa dos direitos, tentando fornecer notícias e fontes alternativas à ação de uns jornais sanguinários que vivem do medo do povo, criminalizando as crianças e pregando medidas puramente repressivas como a redução da idade penal. Junto com todos os atores, queremos agora sair de uma abordagem puramente social do problema da infância para aprofundar a dimensão política: o desafio é politizar o debate, e o papel dos movimentos sociais é deixar claro quais são os segmentos que defendem e implementam de verdade o Estatuto. Além disso, temos que criar instrumentos que mostrem quanto os governos investem na área da infância, como e em que áreas se gastam esses recursos, quanto deveríamos gastar, e como, para conseguir erradicar a exploração sexual, o trabalho infantil, a baixa qualidade do ensino e da saúde. Queremos abrir um debate popular sobre ‘orçamento criança’: que seja discutido tanto nos bares como nas ONGs, nas igrejas e nas casas dos brasileiros”. 

Há onze anos, o grito de carnaval, em São Bernardo do Campo, sai da voz dos meninos e meninas de rua do bloco Eureca (Eu Reconheço o Estatuto da Criança e do Adolescente). É um grito hoje conhecido e reconhecido internacionalmente. O ECA não é só um pedaço de papel manchado de sangue. 

domingo, 10 de julho de 2011

EDUCAÇÃO, SEGURANÇA, SAÚDE E DIREITOS HUMANOS DE CRIANÇAS E ADOLESCENTES: O QUE TEMOS A COMEMORAR NA BAHIA?


È lamentável ter que admitir que estamos vivendo no Estado da Bahia um período de exceção. Já não se respeitam as leis, as normas, as hierarquias, a autonomia das instituições, enfim tenta-se sepultar a democracia conquistada com muita luta.
 
O sucateamento do Estado está em ritmo acelerado, as estradas estão sendo vendidas, dezenas de pedágios e o que se vê é apenas a pintura do acostamento, o corte do mato e outras abandonadas ou maquiadas com pintura asfaltica. Os profissionais da saúde denunciam, pacientes jogados pelo chão dos hospitais e postos de saúde, a falta de médicos, infra-estrutura e medicamentos, além da desvalorização dos servidores refletido nos salários há muito defasados.  Na segurança, a cúpula da Polícia Militar virou moeda de troca, não se respeita a hierarquia e o mérito, os bombeiros são abandonados e os dados da violência são maquiados. Esperamos que o “Pacto Pela Vida” não seja mais uma das peças publicitárias.
   
Em relação a educação básica tenta-se culpabilizar a escola e seus profissionais pelo fracasso nas aprovações sem o domínio dos conhecimentos refletidos nos baixos níveis apontados pelo IDEB. Reflexo dos baixos salários, superlotação de salas de aula, desvalorização profissional, certificação, evasão em massa dos cursos de formação de professores e a falta de propostas pedagógicas de qualidade.
Na educação superior a mordaça, a falta de cumprimento de ordem judicial, as mentiras, a truculência refletem a marca do novo “Partido dos Trabalhadores” ou será CONTRA os trabalhadores?
A postura autoritária e mentirosa de governos anteriores foi superada com o corte de salários dos professores das universidades em greve, direito constitucional conquistado pelos trabalhadores. O governo afirma que fez incrementos recordes no ensino superior, mas, houve queda de investimento. Em quatro anos de Governo Wagner, a educação perdeu cerca de 1 bilhão de reais.
A Bahia é o Estado mais rico do Nordeste, entretanto, paga aos professores das universidades estaduais o segundo pior salário da Região. As perdas salariais remontam mais de 40%. A intenção real assim como na ditadura é esvaziar as Universidades Estaduais? Como fica a Bahia quanto a meta para a década da educação que no período (PNE/2001-2010) era de 30% da população entre 18 a 24 anos estarem na educação superior? O país atingiu 16.9% e a Bahia, 5,6%! Qual a política para atender aos milhares que estão de fora?
As vésperas de completarmos 21 anos do ECA/90 a política para crianças e adolescentes no Estado da Bahia está um caos, o representante maior no Conselho Estadual dos Direitos da Criança e do Adolescente – CECA/BA, o secretário de desenvolvimento social não aparece nas reuniões, a estrutura organizacional deste órgão remonta a ditadura militar, o presidente é o chefão, nunca aparece!. Não há nada para comemorarmos no Estado após 21 anos do Estatuto da Criança e do Adolescente.  

O modelo de execução das medidas socioeducativas para adolescentes que cometem ato infracional, baseado no SINASE não é respeitado. Adolescentes são tratados como animais, trancafiados em celas superlotadas apesar dos esforços dos socioeducadores, a grande maioria contratados terceirizados, sem garantia de formação inicial e continuada, salários dignos e segurança. O que se vê na Comunidade de Atendimento Socioeducativo de Salvador, com média de 280 internos, é o retrato da década de 1978, a violação dos direitos humanos refletida no péssimo estado de conservação, como um presídio a humanização do atendimento é lamentável!
 
A maquiagem e a propaganda apontam a retomada da construção de novas unidades. A Fundação da Criança e do Adolescente (Fundac) irá inaugurar unidades em Feira de Santana e Camaçari. Mas onde estão os socioeducadores concursados e formados? E a garantia ao adolescente do direito a convivência familiar e comunitária, se a maioria das unidades está próxima de Salvador? Como ficam as demais regiões como ex: sudoeste, sul e extremo-sul com índices altos de atos infracionais? Continuarão abandonadas pelo Estado? E as unidades de semiliberdade e o apoio ao atendimento em meio aberto? Prefeituras e gestores abandonados cometendo uma série de erros e omissões.

O simples papel de articulador e formulador da política estadual não é executado. Conselhos Municipais de Direitos da Criança e do Adolescente e Conselhos Tutelares estão abandonados a própria sorte e casuísmo de prefeitos e gestores municipais. No Estado da Bahia a política para infância e juventude nunca foi prioridade e assim permanece neste governo. Onde está a execução das deliberações da Conferência Estadual dos Direitos da Criança e do Adolescente? Como as anteriores ficam apenas no papel!  Onde está a formação dos Conselheiros Tutelares para a operação do SIPIA-CT? Se deixassem as universidades trabalharem teriam feito a formação de todos os Conselhos de Direitos e Tutelares da Bahia!

As vésperas de completarmos 21 anos do ECA/90, da realização das Conferências Municipais dos Direitos da Criança e do Adolescente, preparatórias para a estadual e Nacional, continuaremos a denunciar o estado de exceção na Bahia, conclamando ao Poder Judiciário rapidez nos processos e na execução de suas decisões e ao povo da Bahia sabedoria nas próximas eleições dizendo não a omissão e as barbáries da ditadura do governo do PT.
*Reginaldo de Souza Silva – Doutor em Educação Brasileira, Coordenador do Núcleo de Estudos da Criança e do Adolescente – NECA/UESB, Departamento de Filosofia e Ciências Humanas da Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia. Email: reginaldoprof@yahoo.com.br

Fábio Ferreira: de Conselheiro Tutelar a SD/PM da Bahia‏

Olá amigos Tutelares!!


Durante muito tempo venho socializando informações referentes à Defesa dos Direitos da Criança e do Adolescente. Há 4 anos estou Conselheiro Tutelar de Itarantim-BA, e no 1° ano deste segundo mandato, exercendo a função de Coordenador.

Trabalhar por esta bandeira sempre foi um objetivo, algo que faz parte de mim. Durante este tempo participei de alguns eventos maravilhosos, conheci pessoas incríveis, Somos uma classe que trabalha sem estrutura, com um salário injusto, na maioria dos lugares sem apoio, infelizmente...

No ano de 2009 tive o prazer de receber o SELO AMIGO DO CONSELHO TUTELAR, eleito como Conselheiro Tutelar Destaque da Bahia. Foi uma premiação da ACTEBA – Associação de Conselheiros Tutelares e Ex-Conselheiros da Bahia juntamente com o Ministério Público da Bahia.

Agora...
Em breve estarei trabalhando em outra instituição. No ano de 2008 tinha feito o Concurso para Soldado da Policia Militar da BA. No mês passado houve a convocação para a realização dos testes e no sábado, dia 09 de julho saiu o resultado final no Diário Oficial e eu estou Apto/Indicado para ingressar no Curso de Formação da PM.

Certamente em breve vou morar em Vitória da Conquista-BA para a formação. Deixarei as atividades do Conselho Tutelar, mas tenham certeza que levarei comigo os valores que aqui adiquiri.

Ressalto também que um amigo meu aqui de Itarantim-BA, Roberto Cirqueira também foi convocado, ele foi conselheiro por quase 4 anos, saiu recentemente no seu 2° mandato. O mesmo exerceu a função de Coordenador durante 2 anos.

Agradeço o carinho de todos/as...
... Espero contar com as orações, energia positiva de todos/as!


Fábio Ferreira
(Até então)
Coordenador Conselho Tutelar de Itarantim-BA
Em breve Aluno Soldado PMBA.
(73) 8121 6309



"Sou Católico, Apostólico e Romântico"sou sempre Pastoral da Juventude!!!
 
Messenger e Orkut: fabiorusso7@hotmail.com
Skipe: pj.fabioTwitter: @poetafabio 

Reunião Ampliada com o SGD - 13 de Julho de 2011 - 21 Anos do ECA

REUNIÃO AMPLIADA – 13 DE JULHO DE 2011
das 15 às 17h e das 19:30h às 21:30h na Câmara Municipal de Poções


 Programação (Manhã):
(Palestra no TG 06-011)
  • 07h00min - Palestra com os Atiradores  (TG 06-011)
     21 Anos do Estatuto da Criança e do Adolescente, Palestrante: Conselheiros Tutelares de Poções
  • 08h00min - Encerramento 

Programação (Tarde):
(Reunião exclusiva com o SGD)
  • 15h00min – Abertura
  • 15h20min – Palestra: 21 ANOS DO ESTATUTO DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE. POR QUE AINDA HÁ TANTAS VIOLAÇÕES DE DIREITOS? “CRIANÇA, ADOLESCENTE E CONSELHEIRO TUTELAR TÊM DIREITO A TER DIREITOS”
    Palestrante: Ivani Aparecida Duarte Ramos (Vânia Duarte) Historiadora. Especialista em: Ensino de História, Educação Especial, Direitos Humanos e em curso Especialização em Mídias. 
    Palestras, mesa redonda  e formação nas áreas de: Assistência Social, Direitos da Criança e do Adolescente (Conselho Tutelar e CMDCA), Educação Especial (inclusão, Atendimento Educacional Especializado-AEE)
  • 16h20min – Debate  
  • Mediador: Laudelino Palmeira, Conselheiro Tutelar de Poções, Acadêmico de Direito - FAINOR
  • 17h00min – Leitura e Assinatura da Carta Compromisso
  • 17h30min – Encerramento
  •  Convidados: (Sistema de Garantia de Direitos – SGD)
  1. Promotoria de Justiça
  2. Agentes de Proteção da Infância e Juventude
  3. Poder Judiciário
  4. Poder Executivo
  5. Poder Legislativo
  6. Tiro de Guerra 06-011
  7. Paróquia do Divino Espírito Santo
  8. OMEP
  9. Guarda Municipal
  10. Polícia Civil
  11. Polícia Militar
  12. Polícia Rodoviária Federal
  13. Secretária Municipal de Assistência Social
  14. Secretária Municipal de Educação
  15. Secretário Municipal de Saúde
  16. Conselho Comunitário de Segurança
  17. Conselho Municipal de Educação
  18. Conselho Municipal de Saúde
  19. Conselho Municipal de Assistência Social
  20. Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente
  21. Conselho Tutelar
Programação (Noite): 
(Evento aberto ao público)
  • 19h30min – Abertura e Lançamento da Campanha contra Mendicância Infantil 
  • [Realização: Secretaria Municipal de Assistênica Social, Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente e Conselho Tutelar.
  • 20h00min - Reunião com a Câmara de Dirigentes Lojistas de Poções – CDL 
  • 21h30min – Encerramento 

segunda-feira, 4 de julho de 2011

II Ciclo Preparatório para os 21 anos do ECA


   




Promotor de Justiça acusado de estuprar adolescente na Bahia é novamente condenado

Assessoria de Comunicação Social        Classificação da Notícia: Criminal
                            30/06/2011 10:13:37
Redatora: Aline D'Eça (MTb-BA 2594)


Promotor de Justiça acusado de estuprar
adolescente na Bahia é novamente condenado

Acusado de estuprar continuamente uma adolescente no município baiano de Itaberaba (situado a 283Km de Salvador), o promotor de Justiça Marcos Antônio da Silva Gonzaga foi condenado a nove anos de prisão em novo julgamento realizado ontem, dia 29, pelo Pleno do Tribunal de Justiça do Estado da Bahia (TJ-BA). O promotor já havia sido condenado em 2006, mas recorreu ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) e conseguiu anular o primeiro julgamento. O próprio Ministério Público do Estado da Bahia (MP-BA) pediu a condenação do promotor, e, na sessão de ontem, a sustentação oral foi feita pelo procurador-geral de Justiça Adjunto para Assuntos Jurídicos, Rômulo Moreira. Cópias do mandado de prisão preventiva, expedido pela desembargadora Sílvia Zarif, foram encaminhadas ainda na noite de ontem para o secretário de Segurança Pública da Bahia, Maurício Barbosa, o comandante-geral da Polícia Militar, coronel Alfredo Braga de Castro, e o delegado-geral da Polícia Civil, Hélio Jorge Paixão, que deverão dar cumprimento à prisão.

O promotor de Justiça Marcos Gonzaga também tem contra ele uma ação civil de decretação de perda do cargo, proposta em setembro de 2008 pelo então procurador-geral de Justiça Lidivaldo Britto, que tramita na 19ª Vara Cível de Salvador. Ele ingressou no MP-BA em agosto de 1995, após ser aprovado em concurso público, e, porque se tornou membro vitalício em 1998, só pode perder o cargo por sentença judicial transitada em julgado. O Órgão Especial do Colégio de Procuradores de Justiça do Ministério Público decidiu, por unanimidade, em junho de 2008, colocá-lo em disponibilidade “por conduta incompatível com o exercício do cargo”.


Os crimes foram cometidos por Marcos Gonzaga em 2002, quando era promotor de Justiça titular do município de Itaberaba. Ele passou a abusar da adolescente, que, na época, tinha 16 anos, após a mãe dela tê-lo procurado para tentar ingressar com uma ação de alimentos em favor da filha. Ao invés de cumprir seu papel, ele submeteu a garota a sucessivos estupros durante sete meses, ameaçando-a caso o denunciasse. Descoberto, ele foi afastado do cargo pelo MP no mesmo ano, sendo julgado e condenado em uma sessão do Pleno do Tribunal de Justiça da Bahia em 26 de maio de 2006. O promotor recorreu da decisão, mas teve suas apelações indeferidas pelo Tribunal de Justiça.


Após ficar foragido por seis meses, ele foi preso em fevereiro de 2008 no município de Correntina, no interior da Bahia, em uma operação do Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco) do MP-BA. Ele ficou preso por mais de dois anos, mas conseguiu, no STJ, um habeas corpus e a suspensão da primeira decisão do Pleno do TJ-BA. Entendendo que os juízes convocados para atuarem como desembargadores no Tribunal Pleno não poderiam ter participado do julgamento do promotor de Justiça, que possui foro privilegiado, o STJ permitiu que Marcos Gonzaga aguardasse, em liberdade, um novo julgamento, que deveria ser realizado com a presença de pelo menos dois terços dos desembargadores efetivos do Trinunal de Justiça.
 
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