Matéria veiculada no domingo (dia 24 de março) no programa Fantástico,
da Rede Globo, mostra situações vividas por famílias que perderam a
guarda dos filhos por decisões judiciais polêmicas. Na cidade de Gaspar
(SC), o Ministério Público pede a revisão de processos de adoção.
Acelerar processos de adoção pode levar a justiça, em muitos casos, a
cometer equívocos, diz a promotoria. A família é a primeira referência
para a criança, defende a Pastoral da Criança. “Retirar a criança do
convívio familiar vai prejudicá-la muito mais”, diz Nelson Arns Neumann,
que foi ouvido pelo Fantástico.
De acordo com o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), em casos
extremos e excepcionais, os pais perdem temporariamente o direito de
ficar com filhos. Também, segundo o ECA, em casos de adoção a
preferência é para a família extensa, ou seja dos parentes próximos.
Nos
casos citados na matéria do Fantástico, as crianças são retiradas da
família por doença da mãe. Em outro, em São João do Triunfo (PR), o pai
era alcoólatra. “Às vezes uma família tem falhas? Sim, tem” - diz
Nelson. “A falha está prejudicando a criança? Então como corrigir essa
falha? Por quê? Porque retirar a criança desse convívio familiar vai
prejudicar muito mais a criança”, avalia o médico.
A criança se desenvolve no ambiente familiar e comunitário
Em
todas as culturas, a família é a principal referência social das
pessoas. Ela é a base da saúde, da educação, do amor e da felicidade. As
melhores experiências na área da infância e da garantia de seus
direitos estão relacionadas com ações que focalizam a família e a
comunidade como espaço priviliegiado do desenvolvimento infantil.




